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	<title>paisagem sobre corpo em silêncio</title>
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		<title>sobre a paisagem de um silêncio coalhado</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 18:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thalleszaban</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paisagem sobre corpo em silêncio se estende sobre a “fina superfície” que une – e nunca separa – a dor da suavidade; o prazer do sabor de vidro e corte. A poesia elege a cidade como lugar de ausências e revela vozes que não ouvem vozes, rostos que não tocam rostos: “Apenas não vejo, abraço, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=corpoemsilencio.wordpress.com&amp;blog=4991429&amp;post=27&amp;subd=corpoemsilencio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://corpoemsilencio.files.wordpress.com/2008/10/capa-paisagem.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-31" title="capa-paisagem" src="http://corpoemsilencio.files.wordpress.com/2008/10/capa-paisagem.jpg?w=195&#038;h=300" alt="" width="195" height="300" /></a>Paisagem sobre corpo em silêncio se estende sobre a “fina superfície” que une – e nunca separa – a dor da suavidade; o prazer do sabor de vidro e corte. A poesia elege a cidade como lugar de ausências e revela vozes que não ouvem vozes, rostos que não tocam rostos: “Apenas não vejo, abraço, não toco tuas mãos pequenas, não pronuncio as tuas palavras, nada de teus cigarros, nenhum beijo cobre teu rosto, tuas lágrimas. Não nos vemos, não e não e não…”.</p>
<p>Na poesia de Alexandre Moraes, a urgência aprisiona o movimento sobre a paisagem de um “silêncio coalhado” e os personagens, “deslizando no extremo dos dias, repetindo as coisas, tentando respirar o instante”, se reconhecem estranhos e estrangeiros. A escrita ríspida, ácida, desnuda a dor do abandono, do medo, dos pulsos atados, do afeto que se desmancha (ou “do amor que não fica além da hora contada”), do que seca “dentro dentro dentro”.</p>
<p>Paisagem sobre corpo em silêncio é um exímio trabalho de artesão, uma construção minuciosa em que todo signo suscita demasiada incerteza, pois toca, apenas, o intenso. A estrutura, ora em poema ora em prosa, privilegia a diversidade rítmica e traduz a versatilidade de um poeta que não se esgota em homenagens e diálogos – sempre densos e laudatórios, nunca panfletários. Em Paisagem, Alexandre Moraes toma para si diversos discursos, assume diferentes vozes e tece a paisagem que não se vislumbra, o lugar em que a ausência encontra a palavra e, como nos “poços dos poços sem fim” – para lembrar Caio F. -, deve-se penetrar.</p>
<p style="text-align:right;">Marcos Alexandre do A. Ramos Jr.</p>
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